Iniciação Científica da Universidade Veiga de Almeida e Prefeitura do Rio unem forças para mitigar os impactos das chuvas na cidade

Um dos resultados da parceria é a avaliação e o monitoramento de um Jardim de Chuva em Copacabana.

A solução aumenta biodiversidade, diminui alagamentos e melhora a qualidade do ar

Por meio de pesquisas e ações voltadas para a redução de riscos de desastres associados a chuvas extremas, o Projeto de Iniciação Científica (PIC) “Que Chuva É Essa?” da Universidade Veiga de Almeida (UVA), criado em 2017, promove a colaboração entre academia, poder público e sociedade. Um dos frutos do projeto é a recente parceria firmada com a Fundação Parques e Jardins da Prefeitura do Rio de Janeiro, que tem como objetivos implementar e monitorar sistemas de biorretenção (Jardins de Chuva).

Viviane Japiassú, coordenadora do projeto “Que Chuva É Essa?”, explica que os Jardins de Chuva utilizam atividade biológica de plantas e microorganismos para remover os poluentes das águas pluviais e assim reter a chuva no solo, mitigando os impactos dos alagamentos que são comuns no Rio de Janeiro. Segundo Viviane, o Jardim de Chuva traz, ainda, benefícios sistêmicos como melhorar o ar e ampliar a biodiversidade.

Os alunos dos cursos de Engenharia, Arquitetura, Geografia e Design, que integram o PIC UVA “Que Chuva É Essa?”, começaram os trabalhos neste ano pelo monitoramento do Jardim de Chuva da Rua Almirante Gonçalves, em Copacabana, no Rio de Janeiro. “A troca da vegetação inicial por espécies diferentes e a inclusão de solos não apropriado estavam impactando a capacidade de drenagem”, detalha Viviane. Ela também explica: “Não basta colocar uma camada de terra fértil em uma área urbanizada, é preciso trabalhar a capacidade de infiltração dos solos e estudar as espécies de plantas que ajudam a reter a água de forma mais eficiente”. Segundo dados do portal especializado ECycle, os Jardins de Chuva removem até 90% dos produtos químicos e nutrientes que habitualmente identificados na composição das águas das chuvas.

A equipe projeto vai utilizar a estação de monitoramento ambiental de baixo custo da universidade para estudar e acompanhar o jardim de Copacabana pelo prazo de 1 ano e, dessa forma, obter um diagnóstico completo, levando em consideração o ciclo das chuvas. “A missão é avaliar, coletar e analisar os dados e implementar modificações para melhorar o desempenho deste jardim”, conta Viviane.

O projeto “Que Chuva É Essa?” conta com a participação de estudantes e egressos, além de pesquisadores atuantes nas áreas de redução de riscos de desastres e meio ambiente, e também é parceiro da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil da Cidade do Rio de Janeiro (Subpdec).